O drama dos pacientes que precisam de remédios de alto custo em Sorocaba. Na farmácia do Hospital Regional faltam latas de leite para crianças alérgicas e também medicamentos para o tratamento do mal de Parkinson.
Por causa do mal de Parkinson o taxista Daniel de Oliveira, teve que parar de trabalhar. A corrida agora é para achar os remédios que retardam o avanço da doença. Ele vai a farmácia de alto custo do Hospital Regional com um pedido de Selegilina 5 gramas. É o remédio que reduz os tremores provocados pela doença. Na volta duas caixas nas mãos. Daniel conseguiu remédios, mas não a Seleginina, que custa R$ 160 em uma farmácia comum.
Em reportagem recente a TVTEM mostrou o drama do aposentado. Ele soube na época que receberia o remédio em poucos dias. A falta de um produto pode gerar mais despesas para o estado e para o bolso do contribuinte. Por falta de leite em pó uma criança precisou ficar quinze dias internada.
Os primeiros cinco meses de vida foram na UTI ate que os médicos fizessem a descoberta. Só a formula de aminoácidos que compõe este leite alimenta o bebê sem provocar alergia. Uma lata do leite, que da para dois dias, custa mais de R$ 400. Quase a renda mensal da família.
Sobre a falta do leite Neocate, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o problema foi com a empresa responsável pela entrega, que interrompeu o fornecimento. A secretária já abriu processo para contratar uma nova empresa. Enquanto isso, uma compra emergencial foi feita e a previsão é que o abastecimento seja normalizado a partir da próxima semana.
Já em relação a falta do remédio para o tratamento do mal de Parkinson, a Secretaria de Saúde do Estado informou que a Selegelina existe sim na farmácia do Hospital Regional, mas , apenas com 10miligramas. A de 5 miligramas está em processo licitatório. A secretaria sugere que o médico, prescreva o de 10miligramas, e que o paciente tome a metade.