A estiagem que já dura quase 50 dias em Sorocaba e, consequentemente, os baixos índices de umidade relativa do ar estão causando problemas para o meio ambiente e também para a saúde da população. Somente neste no mês de agosto, até o dia 29, a Campanha de Combate às Queimadas “Patrulha Verde”, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), registrou 477 focos de incêndio combatidos na cidade.
“Além de causar prejuízos à fauna e à flora, reduzindo a cobertura vegetal e diminuindo a fertilidade do solo, as queimadas comprometem a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente, as respiratórias”, destaca a secretária do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho.
A última chuva na cidade ocorreu em meados de julho. E a previsão da Defesa Civil é que a chuva só virá na segunda quinzena de setembro. Já o retorno efetivo das chuvas, com maior intensidade e incidência, somente a partir de outubro. Enquanto isso, a população deve tomar alguns cuidados com a saúde e também colaborar para evitar as queimadas na cidade.
Entre as recomendações para evitar as queimadas estão: não jogar bitucas de cigarros às margens de rodovias, parques ou em locais com vegetação seca; não colocar, em hipótese alguma, fogo no lixo; não promover queimadas para a limpeza de terrenos. Além disso, a população pode ajudar a campanha da “Patrulha Verde”, denunciando incêndios pelo telefone 193 (Bombeiros) e, nos pequenos focos de incêndio, o próprio munícipe apagar com baldes de água ou mangueira.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SES), historicamente, é registrado um aumento de até 30% na demanda total das unidades de saúde de Sorocaba durante este período de estiagem e tempo seco, justamente devido ao surgimento de doenças como gripes, resfriados, sinusite, rinite, amidalite, entre outras.
Conforme a médica Moema Maria Guedes Borges, pediatra e pneumologista infantil da SES, crianças, idosos e adultos asmáticos que têm maior propensão às infecções das vias aéreas superiores (como amidalite, sinusite, faringite, laringite e até mesmo resfriado e gripe) e inferiores (pneumonia e broncopneumonia) devem ficar mais atentos. “São cuidados simples que podem garantir o bem-estar e evitar complicações de saúde”, diz a médica.
A pediatra lembra que as pessoas devem procurar permanecer em ambientes arejados, evitando locais fechados com aglomeração; beber bastante líquido e ter uma alimentação saudável, ingerindo bastante fruta. “A alimentação é muito importante para ajudar a aumentar a resistência, melhorando assim o nosso sistema imunológico”, explica Moema.
Os bons hábitos de higiene também não podem ser esquecidos. Moema lembra que é fundamental que as pessoas sempre lavem as mãos antes das refeições e, ao espirrar, ter sempre um lenço de papel por perto.
Outra dica importante é na hora de dormir umidificar o ar, usando vasilhas com água no quarto para aumentar a umidade do ar no local. “Além disso, as pessoas não devem dormir com o quarto completamente fechado, sem ventilação alguma”, recomenda a médica Elaine Osório, Chefe de Divisão de Atenção Básica da SES.