Escolas de portas fechadas, alunos sem aulas. A greve que começou na segunda-feira não tem data para terminar. O sindicato que representa os professores estima que até o final da semana todas as escolas do estado já tenham anunciado a suspensão das aulas.
A greve dos professores estaduais já atinge 20 das 50 escolas da região de Rio Preto e este número deve aumentar até o fim da semana. Na sexta-feira uma assembléia será realizada em São Paulo para decidir os rumos da paralisação.
Professores estão visitando as escolas para orientar os colegas a aderir a paralisação. Cerca de 30 mil estudantes de Rio Preto devem ficar sem aulas até sexta-feira quando será realizada uma nova assembléia em São Paulo.
A maioria das escolas colocou cartazes na entrada dos estudantes para orientar os pais e os alunos. A mobilização é para pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria, a principal, o aumento de salário.
O estado de São Paulo tem 220 mil professores, entre efetivos e temporários. O sindicato da categoria ainda não tem um balanço do total de professores que cruzaram os braços. A Apeoesp garante que as aulas perdidas com a greve vão ser repostas.
Em nota, a secretaria estadual da educação informa que a adesão a greve é de menos de 1% do total de professores e o governo atribui a paralisação a motivos políticos.
Em Araçatuba, nenhuma escola até agora aderiu a paralisação e em Votuporanga. Os professores também estão se mobilizando, mas até agora não há escolas estaduais sem aulas.
Os alunos do colégio estadual Amilcare Mattei, em Marília, até foram nesta terça à escola, mas logo cedo foram avisados que durante toda a semana não haverá aula. Na escola, só 3 professores não aderiram à paralisação.
Poucos professores na cidade foram trabalhar. Quase todas as unidades começaram o dia vazias. Segundo a Apeoesp, 70% dos professores da rede estadual estão parados. A classe reclama que até agora o governo do estado não aceitou abrir negociações.
Entre as reivindicações está o reajuste salarial de 34,5%, além da revisão no sistema de ensino. Os profissionais querem o fim da progressão continuada, que eliminou a repetência nas escolas.