A Cetesb vai multar a prefeitura de Bauru em R$131 mil por irregularidades no aterro sanitário da cidade. Esta semana técnicos da companhia estiveram no local.
As irregularidades estão em vários pontos do aterro. Toneladas de lixo a céu aberto e para eliminar parte dos dejetos é usado fogo. No reservatório de chorume mais problemas. A capacidade de armazenamento está comprometida e a drenagem é feita de forma incorreta.
Por causa das irregularidades, a prefeitura deverá ser multada. A inspeção no aterro foi feita após a Cetesb descobrir que a água do subsolo pode estar contaminada por metais pesados, nocivos à saúde humana, como chumbo e cádmo.
A suspeita de contaminação veio a público, após a divulgação de laudo da Emdurb - a empresa municipal responsável pelo controle do aterro. O documento atesta que todas as amostras de água coletadas, em janeiro deste ano, nos 14 poços de monitoramento apresentaram chumbo em alta quantidade.
Até o fim deste mês, novos testes serão feitos por duas empresas contratadas pela Emdurb. A Cetesb também voltará ao aterro, na próxima semana para coletar amostras de água. E cobrará da prefeitura de Bauru, medidas mais eficazes no controle do aterro sanitário.
E apesar de todos esses problemas no aterro de Bauru, o DAE - Departamento de Água e Esgoto da Cidade - informou que a água fornecida aos moradores não está contaminada por metais pesados. Ela é captada do aquífero Guarani, que fica bem abaixo do aquífero Bauru, onde existe a suspeita de contaminação.