13/03/2010 - 12:31 Atualizado em 13/03/2010 - 12:32

Dengue avança na região Centro-Oeste Paulista

Ibitinga é a cidade com mais casos e descaso com o descarte de pneus em Botucatu preocupa moradores

Da Redação

A dengue avança na região Centro-Oeste Paulista. Diariamente o Instituto Adolfo Lutz e as secretarias municipais de saúde confirmam novos casos. Na região a situação é preocupante em Ibitinga que já tem confirmados 299 casos. Tupã também corre o risco de ter surto de dengue.

 

Jã são 289 moradores com a doença e nove são importados. Em Marília, 11 novos casos foram confirmados o que eleva para 153 o número de doentes na cidade. Em Bauru, a doença também avança com a confirmação de novos dez casos. De janeiro até agora já são 48

 

E em Botucatu, pneus jogados no aterro sanitário e que ficam a céu aberto, são criadouros do mosquito da dengue. Esse problema já foi mostrado no TEM Notícias em janeiro, a administração municipal disse que retiraria todos os pneus, mas uma grande parte deles continua lá.

 

A situação já é considerada preocupante. De janeiro até agora, já são 34 notificações. 7 moradores contraíram a doença fora da cidade e outros 11 aguardam os resultados de exames. Mesmo assim, o alto índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti coloca em risco a saúde da população.

 

Em janeiro, o descaso da prefeitura com pneus velhos foi divulgado no TEM Notícias. Eles estavam jogados na entrada do aterro sanitário, sem nenhuma cobertura. Além de larvas, muitos mosquitos da dengue foram encontrados sobre os pneus.

 

Os pneus foram retirados, a maioria foi levada para um local coberto, mas grande parte continua no aterro, a justificativa da prefeitura é que eles serão usados para contenção do barranco, como foi feito no local.

 

Parte dos pneus foi trazida para um galpão e está armazenada corretamente. Mas, a pilha que ainda permanece no aterro a céu aberto, é um criadouro de mosquito, já que os pneus estão com água parada e sem proteção. Na época, o então secretário de obras, Edson Bertani, disse que a existência dos pneus no lixão vem desde a administração passada.

 

Mesmo depois de ter assumido que o problema seria sanado, em pouco tempo, já se passaram mais de dois meses e a equipe de vigilância em saúde, ainda tem trabalho por lá.

 

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