Em Rio Preto, a droga tem preocupado as autoridades. A prefeitura tem sessenta dias para providenciar vagas para a recuperação de viciados em entorpecentes. O município tem um déficit no tratamento.
Usuário de drogas há oito anos, Adalberto Ramos Longo não consegue mais controlar o vício. Abandonou o trabalho, deixou a família de lado e foi morar na rua. Sem dinheiro para comprar o entorpecente, voltou pra casa. Agora pediu ajuda da mãe pra ser internado em uma clínica de recuperação.
A mãe, Rosângela Ramos Freitas, está desesperada e tenta internar o filho em uma clínica que trata dependentes químicos. A família não tem dinheiro para pagar o tratamento particular.
A maior cidade da região noroeste tem só vinte leitos para internação de usuários de drogas. Quantidade insuficiente para atender a demanda.
Em Jaci, onde fica o lar São Francisco de Assis que oferece atendimento aos dependentes, a fila de espera é grande. Cerca de cem pessoas estão aguardando uma vaga.
O Ministério Público pediu à justiça que obrigasse a prefeitura de Rio Preto a oferecer mais vagas para o tratamento de dependentes químicos. Em um acordo ficou combinado que o município resolveria o problema. A prefeitura assumiu o compromisso de criar vinte novas vagas. Se não cumprir vai pagar multa.