12/03/2010 - 19:57 Atualizado em 12/03/2010 - 19:57

Em depoimento, ex-funcionárias confirmam desvio de verba da Petrobrás em entidade de Jales

O caso é investigado pelo Câmara da cidade e, também, pelo Ministério Público

Da Redação

 

 

 

Duas ex-funcionárias confirmaram em depoimento que uma parte do dinheiro enviado à Petrobras para uma entidade assistencial de Jales sumiu. Elas deram depoimento à comissão de inquérito aberta na câmara de Jales para apurar irregularidades na aplicação da verba da empresa.

 

Em depoimento à Comissão Especial de Inquérito da câmara de Jales, duas ex-funcionárias da Rede da Cidadania confirmaram o sumiço de uma parte da verba da Petrobrás destinada à entidade que é uma das beneficiadas com o dinheiro da estatal.

 

Elas disseram aos vereadores que o presidente da entidade, Murilo Pohl, teria descontado um cheque no valor de R$30 mil e em seguida levado o dinheiro para a entidade.

 

A quantia chegou a ser conferida. R$6 mil foram separados para o pagamento dos funcionários. Mas os R$24 mil restantes desapareceram. O presidente da Rede da Cidadania confirmou que sabia dos R$30 mil da mala, mas não se lembra como foram gastos os R$24 mil, somente que estão tudo na prestação de contas da entidade.

 

Murilo Pohl falOU ainda sobre cheques descontados em bancos, na boca do caixa. Mas, para o Ministério Público Federal, que também investiga o caso, esse procedimento não é correto.

 

Na semana que vem, o prefeito de Jales, Humberto Parni e os presidentes de duas entidades vão ser ouvidos pela CEI da câmara. Outro funcionário da Caixa Econômica Estadual também será chamado para prestar depoimento. A comissão tem até o dia 5 de abril para concluir os trabalhos.

 

O prefeito Humberto Parini não quis gravar entrevista. Ele só vai falar oficialmente sobre o caso depois da conclusão dos trabalhos de CEI. O presidente da Aderj, Anísio Martins, disse que as investigações precisam ser aprofundadas para que o caso seja esclarecido.

 

A assessoria de imprensa da Petrobrás informou que não repassa recursos diretamente para as entidades, mas para os conselhos municipais da criança e do adolescente, que são os responsáveis pela gestão das verbas.

 

A assessoria informou que quando a empresa tem conhecimento de irregularidades, pede esclarecimentos aos conselhos e informa ao Ministério Público.

 

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