A decisão da prefeitura de Rio Preto de internar menores usuários de drogas em uma casa de recuperação preocupa famílias de outros dependentes que recebem tratamento no local. Elas têm medo de que a recuperação dos parentes seja prejudicada.
A prefeitura vai usar o prédio para outro projeto. A casa de recuperação mantida pela Fras - Fundação Rio-pretense de Assistência Social, abrigava até dois meses atrás, 13 dependentes químicos. Atualmente são apenas seis.
Todos são moradores de rua que foram internados para um tratamento - sem tempo determinado - até abandonarem o vício. O problema é que os internos foram comunicados de uma hora para a outra que vão ter de deixar o local.
De acordo com o presidente da Fras, os internos estão sendo encaminhados para outros locais que oferecem tratamento e também para projetos assistenciais. Ele garante que todos estão sendo avaliados por uma equipe multidisciplinar antes de deixarem o local.
O prédio foi cedido à Secretaria de Saúde de Rio Preto que vai implantar no local uma unidade de assistência para menores usuários de drogas. A criação de 32 vagas - 20 para homens e 12 para mulheres - foi estabelecida num acordo entre a prefeitura e a Justiça, a pedido do Ministério Público.
Mas a decisão da Fundação de Assistência Social de determinar a saída dos dependentes químicos do local deverá ser investigada pelo promotor Sergio Clementino. O Ministério Público quer que o município se responsabilize pelos internos que ainda não concluíram o tratamento.
Segundo a prefeitura de Rio Preto, todos os dependentes que foram dispensados, ou receberam alta, ou foram encaminhados para outros abrigos. Três pessoas permanecem na casa de recuperação.